Essa Associação transformou-se, em 1.944, em Sindicato, recebendo a carta sindical numa solenidade simples, porém, festiva, na Associação Comercial de Santos. Cumpre salientar os nomes dos professores; Domingos Fuschini, João Taibo Cardoniga, Celi de Moura Negrini, João Guido Negrelli, professor Cruz, Mário de Almeida Alcântara, professor Baeta, professor Bersoza, que marcaram pela iniciativa a existência do Sindicato dos Professores de Santos. Há de se fazer justiça ao professor Oswaldo Borges dos Santos que , em 1.968, adquiriu a sala nº. 110 do Edifício Campos Elíseos, à Praça Independência nº 07/48, onde se instalou, com sede própria, o Sindicato. A compra do imóvel e a instalação do Sindicato que está localizado à Av. Ana Costa, nº 145, ocorreram em 1.977. O Sindicato é orgão reivindicador e defende os direitos de uma categoria e luta pelos professores no campo profissional e cultural. Em outras palavras, luta por melhores condições de trabalho e melhor qualidade de ensino e, para nós, isto é criar dignidade profissional que é resultado digno de um trabalho. A greve é um direito do trabalhador e não é feita pelo Sindicato e sim pela categoria que, após deflagar o movimento grevista, tem do Sindicato a orientação e participação junto aos orgãos governamentais que funcionam como mediador entre trabalhadores e a categoria econômica. A greve é um dos últimos recursos que os trabalhadores usam para pressionar seus empregadores e toda a categoria tem consciência de que ela é um movimento responsável, por isso mesmo só poderá ser realizada depois de analisado todos os fatores, objetivos e consequências. O objetivo dos Sindicatos são muitos de modo que não podemos afirmar que alcançamos algum ou todos os objetivos e sim, que a luta, que se trabalha, no sentido de unir a categoria, provocar-lhe o sentimento de solidariedade e realizar conquistas que coloquem professores em ótimas condições de trabalho, cultura técnica e de salário.
ILDEFONSO PAZ DIAS PRESIDENTE
NOSSOS PRECURSORES
Os que com idealismo construíram a casa onde nós nos encontramos, podem ficar descansados porque os que hoje dirigem o Sindicato dos Professores de Santos não lhe deslustrarão a tradição, haverão de lhes contar os nomes, respaldados nos grandes exemplos que ofereceram. Em 22 de setembro de 1.940, era realizada a primeira reunião que criava Associação dos Professores de Santos. Este os nomes que aparecem nessa primeira ata: Mário Alcântara, Ana Maria Martins, Malta, Orlando Magalhães, João Taibo Cadoniga, este o maior e mais ativo líder sindical que Santos conheceu na década de 40. Outros nomes de professores atuantes surgem nas atas subsequentes, Dr.Cesar Augusto de Castro Rios, Solon de Lucena, Teófilo Soledade, Júlio Guimarães Sampaio, Domingos Fuschini, José Lourenço Sobrinho, Maria de Oliveira Ventura, César Simões Pires, Durval Cítero, Antonia Tereza Barbosa Sanches, Romeu La Scala, Benedita Aparecida Pinheiro. Em 7 de fevereiro de 1.944, na 19ª reunião ordinária de Diretoria assumia a presidência da Associação dos Professores de Santos o professor Domingos Fuschini, aparecendo ainda os nomes de mais dois professores que engrossavam as fileiras dos que lutavam pela fixação e fortalecimento da Entidade representativa dos professores da cidade bibelô do Brasil. Em 10 de fevereiro de 1.944, iniciavam-se as tratativas para a transformação da Associação em Sindicato dos Professores. Nas reuniões seguintes vão se inscrevendo outros professores que expontaneamente se apresentam e pedem para participar da grande marcha idealista para a classe magisterial: João Augusto Rodrigues, que já recebeu do Sindicato o título de professor emérito do ano de 1.977; Gisela Dias de Souza e Silva, Vanda Cordeiro Vieira, Ana Maria Robert Tissot Mendel, Vera Langton de Faria Pereira, João Francisco da Cruz, Zulmira de Andrade Lambert, Maria de Lourdes Pereira de Melo, Agenor de Andrade, Margarida Teixeira de Carvalho, Luis Carranca, joão Carlos de Azevedo Júnior, Ivonne Galvão Soares, Maria Luiza Proost Melchert, Rubens Marcos e Madalena Del Pozo. Finalmente, depois de marchas e contras marchas, o Ministerio do Trabalho, atendendo ao apelo da Classe Magisterial Santista e também de toda coletividade local, despacha favoravelmente o processo de transformação da Associação dos Professores para Sindicato dos Professores de Ensino Primário e Secundário de Santos. E, em solenidade no prédio da Associação Predial de Santos, o Sindicato dos Professores de Santos recebia sua Carta Sindical, em 25 de agosto de 1.944. A primeira diretoria estava assim constituída:
Diretoria: Domingos Fuschini, Luis Fernandes Carranca, Cely de Moura Negrini, João Augusto Rodrigues, Lauro Jorge de Oliveira. Suplentes: Ana Maria Tissot Mendel, Luis Gomes Cruz, José Carlos de Azevedo Júnior, Rosalina Derenzio Mazzotti, Paulo de Arruda Penteado. Conselho Fiscal: Francisco Meira, Carlos Bandeira Lins, Ruth Dias de Souza e Silva. Suplentes: Maria Conceição, Violante Pinto de Azevedo, Sólon Pereira de Lucena. |